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Uma data a ser celebrada por todos

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

 Nelzo da Silva

Presidente do Cofip-RS e Diretor Industrial da Braskem


Não por acaso associada ao termo revolução, a indústria historicamente funciona como um marco que impulsiona o desenvolvimento econômico e social. Cada vez mais inovadora, tecnológica e sustentável, ela atua com uma visão de longo prazo, de futuro, com entregas constantes e consistentes que levam soluções que impactam positivamente a vida das pessoas todos os dias.


No Rio Grande do Sul, alguns indicadores econômicos ajudam a entender um pouco mais sobre a sua relevância. Levantamento mais recente da Fiergs, por exemplo, aponta que a indústria é responsável por 26,5% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) gerado no Estado. Divulgados recentemente, dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) do Governo do RS, indicam que, em 2025, o PIB gaúcho registrou crescimento de 0,9%, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,194 bilhões. O resultado foi sustentado pelo avanço de 1,7% na indústria e de 1,7% nos serviços, que compensaram a retração de 6,8% na agropecuária, impactada pela estiagem.


Com cenários complexos e imprevisíveis — tanto na esfera nacional quanto internacional —, a falta de competitividade da indústria tem imposto desafios significativos para o setor. Olhando especificamente para o nosso estado, o preço do gás é um exemplo claro que pressiona a competitividade. Mesmo para a indústria química, uma frente historicamente resiliente e que tem clareza do seu propósito a cumprir. Sinônimo de inovação, emprego e riqueza, ela se transforma, mas não abre mão de processos, eficiência e segurança. Por isso mesmo, a importância de se refletir sobre a indústria, às vésperas da data em que ela é celebrada. E o nosso Estado desempenha um papel relevante nessa história, gerando novos capítulos a ela.


Referência em excelência técnica e desenvolvimento tecnológico, adotando as melhores e mais atuais tecnologias disponíveis no mundo para o segmento, há mais de quatro décadas, o Polo Petroquímico de Triunfo é uma boa amostra disso. É lá que atuam alguns dos mais qualificados profissionais do setor. Trata-se de um exemplo concreto — ainda que por vezes esquecido — de geração de valor e riqueza, por abrigar um dos maiores Centros de Tecnologia e Inovação (CTI) da cadeia no mundo, pela produção de biopolímeros de origem renovável ou pela recente adoção de biometano como parte de sua matriz energética mais sustentável.


Com uma indústria forte e competitiva, todos os demais elos da cadeia produtiva que ligam os setores primário e terciário também se fortalecem, em um efeito sinérgico e complementar. Estado privilegiado pelo seu inegável potencial agrícola, o Rio Grande do Sul tem neste 25 de maio, Dia da Indústria, uma vez mais a oportunidade de enxergar a indústria como um campo fértil para o seu desenvolvimento, buscando estabelecer parcerias, condições competitivas e infraestrutura logística necessária para o segmento. E seu futuro.




 
 
 

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